José Roberto Arruda (PSD) colocou a recuperação do Banco de Brasília (BRB) entre os principais desafios de um eventual novo mandato à frente do Governo do Distrito Federal. Durante o debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, na noite desta terça-feira (1º), o candidato apresentou medidas para reduzir despesas da instituição e defendeu uma articulação com o governo federal para reforçar a liquidez do banco. O encontro reuniu seis candidatos ao Palácio do Buriti.

Ao ser questionado sobre uma segunda oportunidade para governar o DF, Arruda também abordou os processos judiciais enfrentados nos últimos anos. “Sobre os meus processos, as provas foram consideradas nulas. Eu acho que tenho experiência para enfrentar o grave problema que o GDF tem hoje”, declarou o ex-governador.

Na sequência, Arruda concentrou a resposta na situação do BRB. O candidato afirmou que R$ 16 bilhões teriam sido retirados do banco em operações relacionadas ao Banco Master e usou uma comparação para dimensionar o valor. Segundo ele, o montante seria suficiente para construir 35 hospitais de grande porte no Distrito Federal. A cifra mencionada pelo candidato foi apresentada durante o debate como parte de sua crítica à condução da instituição.

Para reestruturar o banco, o candidato do PSD propôs fechar as 19 agências do BRB localizadas fora de Brasília, encerrar patrocínios considerados por ele desnecessários e reduzir o quadro de funcionários por meio de um plano de demissão voluntária. Arruda citou como exemplos de despesas que pretende cortar os investimentos em Fórmula 1 e clubes de futebol.

Outra frente defendida pelo ex-governador envolve o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Arruda afirmou que buscaria diálogo com o próximo governo federal para direcionar recursos ao BRB e, dessa maneira, aumentar a disponibilidade de caixa da instituição. “O banco é muito importante para Brasília”, ressaltou.

Escolhido para comentar a resposta, Leandro Grass (PT) criticou o cenário enfrentado pelo Distrito Federal e apresentou a própria trajetória como argumento para defender uma atuação mais rígida contra irregularidades. O confronto ocorreu no primeiro bloco do debate, formato no qual jornalistas fizeram perguntas aos candidatos e indicaram um adversário para comentar as respostas. O evento foi transmitido ao vivo pelas plataformas do Correio Braziliense e pela TV Brasília.