Na Região Sul, o PL do presidenciável Flávio Bolsonaro deve eleger governadores no Paraná e no Rio Grande do Sul e reeleger o de Santa Catarina, dessa vez com chance de encerrar a disputa no 1º turno, indica levantamento do Estadão a partir das últimas pesquisas eleitorais. O domínio do senador encurta o espaço para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscar votos para si e para apoiadores.
O petista deve conseguir levar aliados ao 2º turno em até dois Estados (PR e SC), mas as chances de vitória são menores em relação aos nomes encampados por Flávio Bolsonaro.
No Paraná, o líder é o senador Sergio Moro (PL), que tem 36% das intenções de voto no 1º turno, de acordo com a Quaest. O ex-juiz da Operação Lava-Jato se aproximou do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi seu ministro da Justiça, depois afastou-se e agora apoia Flávio Bolsonaro (PL). Seus principais adversários são Requião Filho (PDT), filho do ex-governador Roberto Requião. A Quaest aponta como terceiro colocado Sandro Alex (PSD), o escolhido do atual ocupante do Palácio Iguaçu, Ratinho Júnior (PSD).
No Rio Grande do Sul, a disputa pelo Palácio Piratini tem apenas dois nomes competitivos. Os votos bolsonaristas catapultaram o deputado federal Luciano Zucco (PL) para liderar as sondagens de intenção de voto no 1º turno. Do outro, a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) representa o legado do avô, o ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, além de ser nome de Lula no Estado. No levantamento da Quaest, Zucco tem 29% contra 23% de Juliana no 1º turno.
Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) deve se reeleger no 1º turno, uma vez que tem 54% das intenções de voto, segundo a Quaest. O nome firma um palanque sólido para Flávio. O ex-deputado federal João Rodrigues (PSD) e o ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB) estão tecnicamente empatados. Ambos marcam 13% e 10% das intenções de voto, dentro da margem de erro de 3 pontos porcentuais.
Estadão Conteúdo