Salvador, 11 - A Federação PSOL-Rede pediu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a cassação do mandato do deputado federal Mario Frias (PL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. A representação relaciona o congressista a suspeitas envolvendo o uso de emendas e movimentações financeiras ligadas à produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento, assinado pelas direções da federação e pela bancada federal, cita R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade vinculada à produtora Karina Gama. Também menciona a transferência de R$ 645,4 mil em recursos pessoais do deputado à produtora em menos de 60 dias.
"O padrão de aferição é o decoro, não o tipo penal", afirma a representação, que pede a abertura de processo disciplinar e o acesso aos documentos das investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Frias foi alvo de buscas da Operação Make Up, deflagrada pela PF na quinta-feira, 10. As investigações apuram suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude em contratação e falsidade documental. O deputado classificou a operação como "cortina de fumaça", disse que colabora com as autoridades e afirmou que apresentará documentos para comprovar sua inocência.
Estadão Conteúdo