Eu estava no Cosme Velho correndo com um bolo de laranja de um lado para o outro, porque inventei de assar bolo no meio de uma sequência de reuniões. Quando vi “40 anos de Ferrock”, larguei a forma, peguei o telefone e comecei a ligar para os organizadores. Gente, QUARENTA ANOS. Tem casamento que não chega ao terceiro verão.
O Ferrock ocupa a Praça Ferrock, em Ceilândia, no domingo (6) e na segunda feira (7), feriado, das 10h às 20h. A 41ª edição terá dez bandas, DJs e entrada gratuita. É rock para entrar sem pulseirinha VIP, sem lote virando e sem precisar vender um rim na bilheteria.
Black Pantera é uma das grandes atrações da 41ª edição do Ferrock, que reúne dez bandas, DJs e uma homenagem especial a Célio de Moraes - DivulgaçãoE olha quem encerra a segunda: Black Pantera, às 19h. O trio mineiro chega a Ceilândia dois dias depois da apresentação prevista no Rock in Rio, em 5 de setembro. Na programação também estão O Dia D, Navelouca, Os Bucho Quebrado, Parafernália, Alínea 11, Seconds of Noise e Amados Mortos, além dos DJs.
O domingo terá um momento especialmente dedicado a Célio de Moraes, o Celião, baixista ligado à cena musical de Ceilândia, morto em abril deste ano. Bazar Band e Os Merah se reúnem com convidados para uma jam session em homenagem ao músico.
Rock de graça em Ceilândia: o Ferrock chega aos 40 anos com programação nos dias 6 e 7 de setembro e uma história que já reuniu mais de 100 mil espectadores - DivulgaçãoE o Ferrock chega aos 40 com currículo de adulto respeitável. Criado em 1986, o projeto afirma ter realizado 41 edições e reunido mais de 100 mil espectadores ao longo de quatro décadas. Pela história do festival já passaram nomes como Napalm Death, Johnny Winter, Uriah Heep, Suffocation, Sepultura, Made in Brazil, Patrulha do Espaço e Tom Zé.
Agora me deem licença porque o telefone está numa mão e o bolo de laranja na outra. Se sobreviverem os dois até o fim dessas ligações, considero oficialmente um milagre do rock nacional.