O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quinta-feira (8/10) a ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes contra seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Moraes determinou o início da execução da pena de quatro anos e dois meses imposta a Eduardo pelo crime de coação no curso do processo. O magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) também mandou expedir um mandado de prisão contra o ex-deputado, que vive nos Estados Unidos desde 2025.

Flávio classificou a decisão como uma tentativa de interferir no segundo turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro. Para o senador, a medida é inócua pelo fato de o irmão estar fora do país.

"Ele sabe que não vai dar em nada porque o Eduardo está nos EUA, exilado. Ele faz isso apenas para, mais uma vez, tentar tumultuar", afirmou Flávio.

O candidato do PL defendeu a conduta de Eduardo no exterior e rejeitou que o irmão seja responsável pelas sanções aplicadas a Moraes pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. O ministro entrou na lista de punidos do governo norte-americano em julho de 2025 e teve o nome retirado em dezembro do mesmo ano.

A condenação de Eduardo no STF ocorreu sob o entendimento de que ele agiu para pressionar magistrados do tribunal no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. Flávio declarou que o ex-deputado apenas repassou dados às autoridades norte-americanas.

O senador associou o resultado da eleição parlamentar de domingo (4/10) a um descontentamento popular com o ministro. Ao defender que Moraes renuncie ao cargo e responda na Justiça, Flávio afirmou que o Senado reagirá às decisões do magistrado.