A reforma do Orçamento proposta pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) deve funcionar como um novo teto de gastos do governo. Se eleito, o candidato planeja limitar as despesas sem reduzir programas sociais e aposentadorias.
A ideia é seguir a lógica do teto aprovado em 2016, que impôs restrições globais de gastos, mas dessa vez mexendo nas despesas obrigatórias que hoje engessam o orçamento. A reforma busca economizar cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo Daniella Marques, principal assessora de Flávio na área econômica, a revisão será feita com a metodologia de “orçamento base zero”. O plano também prevê extinção de ao menos dez ministérios, corte de cargos comissionados, combate a supersalários e retomada de privatizações.
A equipe do candidato estuda uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ser apresentada ainda na transição de governo. O economista Adolfo Sachsida defende que o ajuste seja feito apenas pelo controle das despesas, e não com aumento de impostos.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sinalizado que os cortes poderiam atingir programas sociais. Flávio Bolsonaro rebateu a alegação, informando que a economia começará pela estrutura do Estado.
Flávio afirma que só a saída de Lula da Presidência poderia economizar R$ 1 trilhão em quatro anos no pagamento de juros da dívida. Ele cita como justificativa os juros mais altos, que encareceram o custo da dívida pública.