LEONARDO VIECELI E EDUARDO CUCOLO
RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O setor de serviços ficou praticamente estagnado no Brasil no segundo trimestre, com variação positiva de 0,2% frente aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O setor é o principal do PIB pelo lado da oferta.
A indústria também mostrou taxa próxima da estabilidade no segundo trimestre (0,1%). A maior variação entre os grandes setores veio da agropecuária, que cresceu 2,8%. A taxa da agropecuária acelerou ante o primeiro trimestre, quando havia sido de 2,3%.
Os serviços perderam ritmo. A variação do setor passou de 0,4% no primeiro trimestre para 0,2% no segundo. O dado mais recente é o menor desde os três últimos meses de 2024 (0%).
Já a indústria mostrou uma desaceleração mais intensa. Saiu de alta de 1,2% no primeiro trimestre para a taxa positiva de 0,1%.
Dentro da indústria, houve retração nas atividades de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-0,4%) e construção (-0,4%).
O segundo trimestre foi marcado pelos juros ainda altos para conter a inflação no país. Esse cenário dificulta os investimentos de empresas e o consumo de parte dos bens e serviços pelas famílias. O endividamento dos brasileiros representou trava adicional para o PIB.
O mercado de trabalho, por outro lado, seguiu mostrando sinais de força. O governo Lula (PT) também apostou em medidas de estímulo à economia em uma tentativa de impedir uma desaceleração mais forte antes das eleições.
O PIB, em termos gerais, teve variação positiva de 0,5% no intervalo de abril a junho.